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Archive for the ‘Rodrigo Puppi’ Category

Nosso projeto está atravessando aos poucos os muros da universidade.

Nessa última terça-feira (13/11/2011) recebemos em nosso Laboratório de Comportamento Animal, no biotério da Universidade Positivo, a equipe da RPC e os rapazes do Fifty Seven, de Curitiba. Foram muitas risadas e perguntas curiosas do Pelé e do Adriano, jogadores de Streetball (basquete de rua), que deixaram um clima muito descontraído no nosso laboratório. Depois de um tempo era impossível não cair na gargalhada com esses figuras!

Agradecimentos à Tatielly Vaz, aos técnicos da RPC, ao grupo Fifty Seven, ao prof. Hélder Gusso e a todos os alunos envolvidos!

Segue abaixo o link para o vídeo com a reportagem que foi ao ar nesse sábado, 17/11 (a partir de 3min00):

http://redeglobo.globo.com/pr/rpctv/plug/videos/t/edicoes/v/como-tirar-boas-fotos-parte-2/1733557/

E como não pude deixar passar em branco, segue o registro fotográfico dos bastidores da gravação:

Jogos de AEC: reportagem do programa Plug! (RPC TV)
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Fora de série! Emocionante, muito divertido, surpreendente… foi um pouco do que ouvimos após a apresentação do nosso projeto de basquete dos ratos.

Várias pessoas prestigiaram o evento, incluindo professores, amigos, adultos e crianças. O olhar de curiosidade em vários rostos e a alegria em assistir as partidas, torcendo por um dos ratinhos em quadra, sem dúvida reforçaram os ânimos de todos os alunos e professores que organizaram esse projeto de extensão. Foi incrível ver o envolvimento dos garotos com o ratinho escolhido para torcer, sofrendo com os pontos do rato adversário e vibrando a cada cesta a favor de seu pequeno “herói”.

Eu me acomodei por alguns minutos no fundo da sala, deixei a câmera fotográfica de lado e apenas observei a reação do público. Fiquei refletindo sobre o que aquelas pessoas, que talvez nunca tenham visto pessoalmente um rato Wistar, estariam pensando enquanto viam o Elvis ou o Albert numa disputa acirrada para ver qual faria mais cestas em cinco minutos. Se até para outros professores e alunos de psicologia essa história soava inusitada, como reagiriam aquelas pessoas completamente leigas sobre os conhecimentos da Análise Experimental do Comportamento?

Essa resposta veio nos últimos dez segundos de jogo, quando Albert empatou o placar estabelecido pelo Elvis, em 35 a 35. Todos começaram a gritar e a incentivar – contra e a favor – enquanto o ratinho terminava com o seu pedacinho de cereal. A cinco segundos do final Albert partiu para a bola e eu vi todos os presentes se levantando em direção à “quadra” de jogo, gritando, vibrando, gesticulando. E ele fez a cesta no último segundo do tempo cronometrado! Vitória emocionante por 36 a 35!

Admito que eu só vi algo parecido em partida de futebol valendo final de campeonato. Assim que todos se sentaram e voltaram a respirar, excitados com o desfecho da disputa, percebi que um de nossos objetivos foi alcançado. E foram dois ratinhos de laboratório bem treinados que proporcionaram todo esse show!

Voltei a registrar algumas fotos com um sorriso no rosto. A próxima partida, entre Keller e Scheetos, teve uma disputa rolando para valer dentro da quadra, mano a mano. E então houve mais um momento que me chamou a atenção: um aluno que passava em frente à porta da sala, provavelmente desavisado com o que estava acontecendo ali no prédio da pós-graduação àquela hora da tarde, entrou para matar sua curiosidade. Me impressionou a sua expressão. Ele parecia totalmente absorvido pelo o que ocorria dentro daquela caixa de acrílico transparente. Acredito que sequer ouviu o prof. Bruno oferecendo uma cadeira para que ele se acomodasse. Não, ele permaneceu estático na mesma posição desde o momento que entrou na sala, sem piscar os olhos!

Mesmo com o início difícil do projeto e os percalços que encontramos durante os treinamentos, a aparência inocente dessa “brincadeira” que mostramos ao público não reflete a importância que esse dia teve para nós que participamos do projeto. O reforço para nosso comportamento de treinar os ratos veio com atraso, mas com muita intensidade. Agora nos resta voltar à preparação da trupe para que no ano que vem tenhamos um time completo de ratos jogadores de basquete. E que venham novos campeonatos!

Parabéns a todos nós!

 

Seguem as fotos:

1° Campeonato de Basquete de Ratos – UP 2011

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Tenho sonegado os relatos do progresso do meu rato, Keith Moon. Vamos tirar o atraso!

Quem é Keith Moon? “Google it” (os roqueiros de plantão vão se deleitar com as lendas e curiosidades)! Mas esse outro Keith Moon, pequeno e de pelos brancos, é meu companheiro de trabalhos no laboratório de AEC há algum tempo. Até já conseguimos ensaiar algumas cestas ocasionais com a bolinha no semestre passado, antes de começarem oficialmente os treinos do campeonato. Mas agora a história é diferente.

Nas primeiras semanas de trabalho encontrei dificuldades para selecionar um reforçador que caísse ao gosto do Keith. Ele adorava uma bebida especial (água com sacarose), tal qual seu alter ego famoso (uísque, vodca e qualquer líquido que contivesse álcool). Girassol, sucrilhos light, castanhas, banana, maçã. Nada. Ele só comia um amendoim e esse ainda devia estar inteiro! Eis que surge o poder reforçador do açúcar com corantes artificiais: Froot Loops. Nem eu arriscava isso no meu café da manhã quando era criança, mas o cara começou a comer enlouquecidamente cada pedacinho desses deliciosos cereais com sabor artificial de… alguma coisa que lembra vagamente o sabor de frutas. Viciante.

A segunda dificuldade encontrada foi gerenciar o nível de ansiedade desse roedor de baquetas. Ele apresentava um comportamento de fuga quando eu tentava manuseá-lo da sua caixa para a bancada. Houve um episódio em sua história de aprendizagem que explica isso (o rato Schreber sabe do que se trata). O ambiente cercado de granito e fórmica era bastante aversivo para ele no início. Com isso eu, o instrutor, fiquei sob controle de seu comportamento e comecei a apresentar variabilidade na minha resposta de apresentação de alimentos para ele. Que surpresa ao perceber que o sacaninha me colocou em extinção operante! A solução foi iniciar a apresentação dos reforçadores adequados dentro de sua caixa, o que deu muito certo no treino da semana passada. O treino dessa semana foi mais um passo adiante: coloquei a apresentação dos reforços em extinção dentro da caixa e os apresentava quando ele estava na bancada de trabalho. E o importante é ele explorava tudo por conta própria!

We’re back to the game, folks!

Keith Moon e a caixa de Skinner: esses botões não são mais um desafio à sua altura.

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