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Posts Tagged ‘basquete de ratos’

Semana passada tivemos a primeira disputa entre dois ratos. Foi muito divertido acompanhar as aventuras dos nossos pequenos e queridos roedores, bem como a animação de toda a turma com a atividade. Começamos agora a ver os comportamentos-objetivo que tinhamos desde o início do semestre.

A maioria dos ratos já está entrando na reta final! E isso é motivo de grande orgulho para todos nós… Todos os alunos têm se mostrado bons professores, reforçando seus alunos passo-a-passo. É muito gratificante observar a sensibilidade que estão desenvolvendo para identificar meios para ajudar o rato a aprender. Nós não temos um roteiro do que precisa ser feito e cada um tem um rato com características muito específicas. Um treino de um rato mais ativo é muito diferente de um treino de um rato mais calmo. E estamos, todos juntos, aprendendo a lidar com isso.

Se for pra resumir o que tem sido a experiência nos Jogos de AEC ao longo desse semestre, seria: sensibilidade às contingências. Quem não está sensível, não consegue ensinar. Isso fica cada dia mais claro para mim…

Confira a divertida primeira disputa dos ratos Schetoos e Fred Keller no basquete:

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Tenho sonegado os relatos do progresso do meu rato, Keith Moon. Vamos tirar o atraso!

Quem é Keith Moon? “Google it” (os roqueiros de plantão vão se deleitar com as lendas e curiosidades)! Mas esse outro Keith Moon, pequeno e de pelos brancos, é meu companheiro de trabalhos no laboratório de AEC há algum tempo. Até já conseguimos ensaiar algumas cestas ocasionais com a bolinha no semestre passado, antes de começarem oficialmente os treinos do campeonato. Mas agora a história é diferente.

Nas primeiras semanas de trabalho encontrei dificuldades para selecionar um reforçador que caísse ao gosto do Keith. Ele adorava uma bebida especial (água com sacarose), tal qual seu alter ego famoso (uísque, vodca e qualquer líquido que contivesse álcool). Girassol, sucrilhos light, castanhas, banana, maçã. Nada. Ele só comia um amendoim e esse ainda devia estar inteiro! Eis que surge o poder reforçador do açúcar com corantes artificiais: Froot Loops. Nem eu arriscava isso no meu café da manhã quando era criança, mas o cara começou a comer enlouquecidamente cada pedacinho desses deliciosos cereais com sabor artificial de… alguma coisa que lembra vagamente o sabor de frutas. Viciante.

A segunda dificuldade encontrada foi gerenciar o nível de ansiedade desse roedor de baquetas. Ele apresentava um comportamento de fuga quando eu tentava manuseá-lo da sua caixa para a bancada. Houve um episódio em sua história de aprendizagem que explica isso (o rato Schreber sabe do que se trata). O ambiente cercado de granito e fórmica era bastante aversivo para ele no início. Com isso eu, o instrutor, fiquei sob controle de seu comportamento e comecei a apresentar variabilidade na minha resposta de apresentação de alimentos para ele. Que surpresa ao perceber que o sacaninha me colocou em extinção operante! A solução foi iniciar a apresentação dos reforçadores adequados dentro de sua caixa, o que deu muito certo no treino da semana passada. O treino dessa semana foi mais um passo adiante: coloquei a apresentação dos reforços em extinção dentro da caixa e os apresentava quando ele estava na bancada de trabalho. E o importante é ele explorava tudo por conta própria!

We’re back to the game, folks!

Keith Moon e a caixa de Skinner: esses botões não são mais um desafio à sua altura.

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A idéia de realizar um campeonato de basquete de ratos não é inédita… Nossa inspiração principal veio do trabalho realizado pelo professor Alliston Reid no Wofford College nos EUA. Além disso, vários centros de divulgação científica nos EUA tem realizado apresentações com basquete de ratos para mostrar ao público como todos seres vivos podem aprender, desde que sejam criadas contingências para isso!

Confira o show dos alunos do prof. Reid:

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